segunda-feira, 16 de maio de 2011

Álamo fecha as Portas.

As vésperas de fazer aniversário e chegar a uma data histórica de 40 anos na ativa, um dos estúdios de dublagem mais renomados do Brasil, a Álamo, fechará as portas até o final deste mês. Os motivos? Apesar de não terem divulgado ainda, provavelmente, segundo o dublador Herme Baroli, foi o sucateamento da dublagem brasileira. Para quem não entendeu, estão surgindo vários estúdios de dublagem de fundo de quintal, que cobram das distribuidoras mais barato e consequentemente a dublagem é mal feita. Assim, os grandes estúdios de dublagem que estão no ramo a mais tempo e tem um compromisso sério, como a Álamo, acabam perdendo clientes e assim o negócio não fica tão rentável, gasta mais do que arrecada. Realmente é uma lástima perder um estúdio tão compromissado com a dublagem como a Álamo. Se ainda podesse ser feito alguma coisa para tentar salvar o estúdio, não tenho dúvidas de que todos os fãs, dubladores e admiradores da arte da dublagem, fariam e, assim, ter de volta um dos maiores estúdios do Brasil. Meus sinceros agradecimentos ao estúdio Álamo, por seus anos prestados a dublagem brasileira. Vocês não mereciam terminar assim, é uma pena, todos nós sentiremos saudades do: Versão Brasileira, Álamo.

Abaixo vai uma curta história sobre a Álamo, retirado do próprio site do estúdio:

Álamo, uma história de inovações

A Álamo tem sua história profundamente vinculada à história do cinema brasileiro. Michael Stoll, seu fundador, veio da Inglaterra para o Brasil com a equipe de técnicos estrangeiros contratados por Alberto Cavalcanti para trabalhar na Cia. Vera Cruz, em 1950: Chick Fowle (fotógrafo), Oswald Hoffenrichter (montador e editor), Bob Henke (iluminador), John Waterhouse (diretor e editor), Jerry Fletcher (caracterizador), Rex Endsleigh (montador), Tom Payne (diretor e assistente).

Michael, que trabalhara no Ealing Studios, de Londres, veio como técnico de som dessa equipe. Anos depois, quando o projeto da Vera Cruz foi encerrado, Michael fundou uma empresa de importação e distribuição de filmes, a Brascontinental, que atendia basicamente às demandas da televisão, recém-criada no Brasil.

Os filmes importados não se compatibilizavam inteiramente com as necessidades do mercado. A legendagem, única forma de torná-los inteligíveis para a grande maioria da população brasileira, ainda excluía grande parte do público.

A dublagem era o caminho para que todos tivessem acesso à produção internacional. Técnica desenvolvida nos EUA desde a década de 30, tornara-se extremamente necessária à medida que a produção cinematográfica se expandia em larga escala mundial através da televisão nas décadas de 60 e 70.

Em 1972, Michael fundou a Álamo. A vinheta de locução que encerrava a apresentação dos filmes - "Versão Brasileira Álamo" - tornou-se um dos ícones da mídia, sendo conhecido e respeitado em todo o Brasil.

Alguns títulos de séries são lembrados até hoje: "Muppets Show", "Agente 86", "Anos Incríveis", "Super Vicky" e "O Mundo de Beakman". Entre os mais recentes sucessos, estão "Lost", "Dr. House", "Pysch", "Ugly Betty", "Hanna Montana" e "Lipstick Jungle".

Dos filmes já dublados pela Álamo, não se pode deixar de citar marcos como "O Poderoso Chefão", "Grease", "Top Gun" e "Jurassic Park" e os mais recentes "High School Musical", "High School Musical 2", "Hairspray", "A Bússola de Ouro" e "Mimzy - A Chave do Universo".

A Álamo também vem se destacando pelo sucesso nas dublagens de Animes como "Os Cavaleiros do Zodíaco", "Dragon Ball Z", "Digimon Frontier", "Fullmetal Alchimist" e "Néon Gênesis Evangelion". Isso, sem esquecer os desenhos animados como "Bob Esponja", "Os Rugrats", "O Mundo de Bobby", e "Homem Aranha".

A experiência com técnicas de sonorização de filmes fez com que a Álamo, mais que dubladora, se tornasse um Laboratório de Som, vindo a fazer o acabamento sonoro de grande parte da produção cinematográfica nacional, incluindo produções como "Ilha Rá Tim Bum - O Martelo de Vulcano", "Pelé Eterno", "Cidade dos Homens", "Antonia", "O Magnata", além dos já citados "O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias", "Tropa de Elite", "Meu Nome Não é Johnny" e "Chega de Saudade".

Novamente Obrigado Álamo, essa é nossa pequena homenagem a esse grande estúdio.

Nas próximas semanas teremos Philippe Maia, Angélica Santos, Mabel Cezar, Carla Pompilio, Fernanda Fernandes, Marco Ribeiro, Ricardo Juarez, Fábio Lucindo, Clécio Souto, Hermes Baroli, José Leonardo, Nelson Machado, Wellington Lima, Flávio Baack, Cláudio Galvan, Felipe Drummond (neto de Orlando Drummond), Marcelo Garcia, Jorge Vasconcellos e uma grande Surpresa pra vocês, teremos aqui uma entrevista com um grande dublador Brasileiro. É só aguardar!! o/ 

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