domingo, 2 de dezembro de 2012

As Entrevistas estão de volta.... Márcio Simões!!!


Pessoal, antes da entrevista, queria muito agradecer a todos vocês por terem votado no Prêmio TopBlog desse Ano. Dessa vez o Blog Universo da Dublagem conseguiu ficar entre os 100 mais votados!!! Fiquei muito feliz e devo isso a todos os leitores do Blog!!! Obrigado mesmo!!! \o/
E agora, com vocês, Márcio Simões....


- Márcio, fale um pouco sobre você...
R.: Tenho cinquenta anos, dublo desde 1986, já trabalhei um bom tempo em rádio (Estácio FM, Rádio Roquete Pinto e Globo FM), sou músico e engenheiro civil, embora nunca tenha trabalhado com engenharia, pq, quando me formei, já estava dublando e trabalhando em rádio e percebi que era o que eu queria fazer.

- O que fez você entrar para o mundo da dublagem? Teve a influência de alguém??
R.: Quando eu trabalhava na rádio Estácio Fm, ouvi falar de um curso de dublagem na própria rádio, ministrado pelo falecido dublador Newton Da Matta (que dublava o Bruce Willis entre outros) e me interessei. Lembro que, na época, eu não teria como pagar o curso e minha avó se ofereceu pra pagar. Se hoje estou onde estou, agradeço a ela pela força que me deu e por ter me incentivado a fazer o que eu achava que tinha mais a ver comigo.

- Você lembra-se da sua primeira vez dublando? Lembra da sensação?
R.: Não lembro qual foi o primeiro filme que eu dublei, mas, na época, a gente dublava séries como ‘Magnum’, ‘He-Man’, ‘She-Ra’, ‘Transformers (desenho)’, entre outras e, como o Da Matta era diretor na Herbert Richers, ele começou a nos escalar nos filmes dele. Depois, fomos sendo conhecidos pelos outros diretores e, lentamente, fomos cavando nosso espaço. Naquela época era mais difícil um dublador novo ter uma chance de fazer um papel grande porque a renovação dos dubladores não acontecia sempre e os novos não eram aceitos tão facilmente, os antigos tinham medo de perder espaço. Claro que nas primeiras vezes em que eu dublei fiquei muito nervoso, a interpretação ficava comprometida pela preocupação em sincronizar, em mostrar um bom trabalho pra ganhar a confiança dos diretores etc.

- E das dublagens que você fez até agora, quais foram as que você mais gostou de dublar ou mais te marcaram?
R.: É óbvio que a que mais me marcou pela dificuldade de fazer várias imitações e personagens diferentes foi o Gênio do desenho Aladdin, principalmente porque na época, não tínhamos os recursos que temos hoje de gravação no computador, com vários canais à disposição; nós trabalhávamos em U-Matic ou, quando era pra cinema, em película, gravando o áudio em uma película magnética, onde só tínhamos dois canais disponíveis. Nas sequências em que ele fazia várias imitações seguidas, eu tinha que gravar sempre pulando uma pra dar tempo de mudar de personagem. Depois eu voltava e preenchia os que faltavam. Foi um trabalho cansativo, mas o resultado final agrada até hoje.

- E como foi sua seleção para fazer o Patolino e Frajola (que fazem parte do mesmo desenho), o Gênio, Stitch e tantos outros personagens famosos? Todos foram testes, certo? Ou teve algum que você foi convidado logo de cara?
R.: Todos foram testes, mas a escolha do Frajola e do Patolino foi muito interessante porque eu não estava escalado pra fazer os testes. A Warner, de tempos em tempos, faz testes pra todos os personagens de desenhos pra verificar se existem dubladores que façam melhor, ou se os dubladores atuais continuam fazendo os tipos da maneira que eles querem. Eu tinha ido fazer um conserto na Herbert Richers e já estava indo embora quando o diretor Mário Monjardim me viu e disse que ia me apresenta pra americana responsável pelos testes. Eu disse que não tinha sido escalado, mas ele disse que ia me apresentar mesmo assim. Comecei pelo teste do Frajola e a americana gostou muito; depois ela me perguntou se eu faria um teste pro Patolino também. Ela adorou e, a partir daí, eu comecei a dublar os dois até hoje. Interessante, né?

- E como foi dublar esses personagens que marcaram tanto na época e ainda estão guardados nas memórias de muitos, como eles? Patolino sempre querendo se dar bem em cima do Pernalonga. Frajola sempre querendo comer o Piu – Piu, o Gênio sempre atrapalhado nas suas mágicas e o Stitch aprontando todas. As pessoas reconhecem você na rua por causa deles?
R.: Eu sempre gostei muito de dublar e tento imprimir um pouco de mim nos personagens que eu faço. Eu agradeço a Deus sempre por estar numa profissão em que eu me divirto o dia inteiro, não consigo encarar como trabalho. Por isso, eu faço com gosto, e tento fazer de uma maneira profissional, mas, ao mesmo tempo, leve e descompromissada, como se eu estivesse batendo papo com os amigos. Deve ser por isso que eu consigo fazer uma interpretação mais natural. Já aconteceu várias vezes de as pessoas ouvirem minha voz e dizerem ‘Peraí, você não é o cara que faz a voz do Will Smith?’ ou ‘Eu conheço sua voz, você não é dublê?’. Aí eu tenho que explicar que sou ‘dublador’ e não ‘dublê’. Mas eu acho tudo muito legal e às vezes tiro foto com as pessoas.

- Como é pra você dublar tantos vilões de filmes e desenhos? Acha que é coincidência ou acha que seu timbre combina mais com eles?
R.: Sempre fui muito escalado pra fazervilões e negros em filmes e desenhos por causa do tom metálico e grave da minha voz e porque eu consigo ter um tom autoritário e enérgico que combina com bandidos e vilões.

- Qual o grau de responsabilidade que você acha que tem ao ser a voz “oficial” de grandes nomes do cinema como: Will Smith, Samuel L. Jackson, Danny Glover, Robin Williams, Morgan Freeman entre tantos e tantos outros?
R.: Acho que a responsabilidade é muito grande. Não faço distinção entre atores muito famosos e medianos. Dublo todos com a mesma responsabilidade, porque é um respeito com o trabalho dos atores

- Você chegou a dirigir algumas produções ou apenas dublou todos esses anos?
R.: Dirigi durante muitos anos em empresas como Herbert Richers, Delart, MgEstudios, Vti. Dirigi vários longas e séries, dentre elas Star TrekDeep Space Nine e Voyager. Na Nova Geração, como eu dublava o Capitão Picard, eu não dirigia.

- Muitas pessoas gostariam de saber qual o seu posicionamento sobre a troca que houve de Batman Begins para Batman, O Cavaleiro das Trevas. No primeiro Filme você dublou o ator Morgan Freeman e no segundo, dublou o ator HeathLedger. O que houve? Foi a Warner que pediu teste para o Coringa? O diretor que quis mudar? Poderia esclarecer essa dúvida?
R.: Na verdade, o diretor achou que, como era um papel muito difícil e o timbre de voz que ele usou pra compor o personagem era muito parecido com a minha voz, ele preferiu me tirar do Morgan Freeman e me escalar no HeathLedger. Eu lembro de ter questionado a escalação com ele pelo telefone dizendo que o ator era muito jovem, que minha voz não combinaria com ele, mas, quando ele me mostrou algumas cenas eu tive que concordar.


- Qual a sua preferência na hora de dublar, filmes, séries ou desenhos?
R.: Gosto mais de desenhos, mas não faço distinção na hora de dublar, todos são importantes. Na verdade, eu cuido da qualidade do meu trabalho e tento fazer com que combine com o personagem.
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- Quando você está dublando tenta se aproximar do original ou às vezes você dá uma mudada pra ficar melhor?
R.: Antigamente nós tínhamos mais autonomia pra criar os tipos. Tartarugas Ninja, o próprio Gênio e muitos outros foram tipos que eu achei que iam combinar mais. Na época do He-Man o dublador Garcia Júnior colocou uma voz forte, que virou a marca registrada dele e, no entanto, a voz original é sem graça, sem força. Hoje, a exigência vem do cliente antes de nós dublarmos ‘a voz tem que ficar bem parecida com a original’, e não dá mais pra criar muito.

- Normalmente com quanto tempo de antecedência vocês têm para dublar um filme ou uma série completa?
R.: Pra dublar nós vemos o script quando estamos dentro do estúdio, ou seja, não recebemos nada com antecedência, principalmente os filmes que são lançamentos. As cópias que nós recebemos vêm todas protegidas, cheias de inscrições na tela pra evitar pirataria. O coringa eu dublei numa cópia sem músicas e efeitos, só com os diálogos e com a tela preta e um ‘buraco’ deixando aparecer o rosto do ator. Ficou ainda mais difícil de fazer.

Perguntas dos fãs:
- o Patolino fala cuspindo. Como é que ele faz para dublar o Patolino, ele realmente cospe no microfone?  – João Marcelo.
R.: Quase, João. Eu uso uma bala na boca pra mantê-la sempre úmida pra fazer as ‘cuspidas’. Por sorte nós dublamos sozinhos atualmente, mas, quando dublávamos juntos, as pessoas saíam de perto!!

- como um cara consegue fazer a voz do Samuel L. Jackson e do Patolino? - João Marcelo
R.: Eu tenho uma boa extensão de voz, eu canto também e sei usar o falsete, por isso consigo fazer o Patolino e tantos outros.

Eduardo Consolo Dos SantosComo foi para você ter que substituir o André Filho no papel do diretor Skinner nos Simpsons??
R.: Foi muita responsabilidade, já que ele era um ator maravilhoso, com uma interpretação que era uma aula pra todos nós.

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Ivan LinaresCreio que ele já tenha dublado algumas produções orientais. Pergunta por favor, se ele, como outros dubladores, também vê diferença em trabalhar sobre um filme/desenho japonês ou chinês, e qual(is).

R.: Pra dublar eu qualquer língua não é imprescindível saber falar essa língua, a gente tem referências na imagem que ajudam a se localizar nas falas. O que atrapalha, às vezes, é a interpretação deles que, em alguns casos é muito exagerada, o que nos obriga a ouvir o original e tentar se abstrair pra falar como nós falamos aqui no Brasil. No caso dos desenhos japonese, a interpretação deles é mais exagerada, eles têm um jeito de falar mais forte, que é diferente do chinês. Mas, a gente se adapta e dá um jeito.

Daniel Simões: Márcio, quando eu tinha lá meus 5, 6 anos.. Sempre esbarrava com você na Estevão Silva no Méier, e como bom fã.. Ficava te enchendo pra você falar comigo como Donatello e tudo mais.
Além de xará de sobrenome, nossas famílias sempre conviveram por ali, e hoje, já com 28 resolvi que sendo ator o que amo e sempre tive paixão, foi à dublagem.
Sei que é difícil entrar no mercado, requer talento, dedicação e claro.. Sorte e contatos ajudam muito.
E hoje o mercado é outro completamente diferente de quando você começou.
A pergunta seria..: o que você pode dar de conselhos e dicas baseado na sua experiência própria naquela época e hoje, pra quem está começando e tem dificuldades pra conseguir sua brecha e oportunidade?
Abraço Márcio e graças a você eu sou apaixonado por dublagem, graças a você eu quis isso pra mim e você foi e continua sendo o ídolo e inspiração maior pra me fazer não desistir.
R.: Oi, Daniel. Realmente, quando eu comecei o mercado era muito diferente do que é hoje em dia, mas, em alguns aspectos, acho que melhorou. A concorrência naquela época era com os dubladores antigos, que já estavam acostumados com o faturamento deles e, como não havia muita renovação de vozes, eles não aceitavam muito bem os dubladores novos. Nós ralamos muito, eu só tive minha primeira chance de fazer um papel importante depois de cinco anos fazendo papéis secundários e vozerios e lutando pra ser conhecido e reconhecido como um dublador que tinha condição de fazer papéis melhores. Hoje está mais fácil, os dubladores novos são aceitos como novos colegas de trabalho e não como uma ameaça. Mas, de qualquer forma, vc ainda tem que ralar bastante pra conseguir um espaço, já que tem bastante gente nova dublando. Não tenha pressa. Não reclamo de ter demorado tanto pra conseguir um papel importante porque isso serviu pra eu ganhar mais experiência e apurar minha interpretação e minha técnica. Lembre-se, um passo de cada vez.
Heitor Romeu - Queria saber quantas horas tem o dia dele, pois ele está em absolutamente todas as produções dubladas no RJ!
R.: Heitor, nem tudo que agente dubla vai ao ar logo, às vezesfica meses na prateleira das emissoras. Quando elas exibem, muitas vezes calha de juntar alguns filmes que eu já dublei há um tempão e aí parece que eu estou dublando todos os filmes do Rio!! Quem dera!!!

Danilo Powers - Qual o Melhor Vilão que ele Já Interpretou?
R.: Acho que, sem querer desmerecer nenhum, o Coringa foi o melhor, pelo tipo que o HeathLedger criou, pela importância do filme em si e pelo trabalho que ele me deu.

Jivago Bicho -como era a rotina dele dublando Fucker&Sucker? Era o mesmo que um dia normal de dublagem?
R.: Oi, Jivago. Não era como um dia normal de dublagem porque a gente gravava na Globo, nos estúdios de sonorização (os mesmos em que a gente gravava TV Colosso) e era à noite, sem a pressão de horário de um estúdio de dublagem. Mais legais foram as vezes em que nós fizemos participações em alguns quadros que eles criaram pra gente, como os ‘dubladores do FuckerandSucker’. Foi bom por que foi engraçado gravar e porque os Cassetas são muito legais, muito alegres e agradáveis.

Nathan Martins Pergunta como ele faz pra "relembrar" todas as vozes que ele já fez. Ele tem algum arquivo de áudio como "backup das vozes"??
R.: Às vezes eu tenho dificuldade de lembrar de um tipo ou outro, mas, em geral, eu me lembro de todos, eu não tenho um arquivo de backup.

- Qual a sua opinião sobre a dublagem brasileira, que é considerada por muitos a melhor do mundo. Você acha que está no caminho certo ou tem que mudar alguma coisa??
R.: A dublagem brasileira é considerada no exterior, principalmente pelos distribuidores dos filmes, como uma das melhores do mundo. Mas, é claro que não é perfeita, sempre tem que melhorar em alguma coisa, assim como qualquer profissional tem sempre que almejar a perfeição e tentar alcançá-la, mesmo que nunca consiga.

- Muitas pessoas preferem o filme leg. ao dublado. O que você acha dessa aversão aos filmes dublados?
R.: Isso já foi uma realidade, mas hoje em dia isso mudou bastante porque temos uma oferta maior de filmes bem dublados, com uma preocupação maior com o respeito ao público que é o consumidor final do nosso trabalho. Nos cinemas encontramos mais filmes dublados e não só desenhos e animações infantis. O mercado adulto de dublados aumentou bastante. Os filmes em 3D legendados são difíceis de acompanhar (quem já assistiu tendo que ler as legendas em primeiro plano, sabe!!). Acho que essa mentalidade aos poucos está mudando.

- Qual a sua opinião sobre a restrição de determinados termos e palavras nas dublagens? Muitas pessoas reclamam muito disso também.
R.: São exigências de cada distribuidor que sabe o que é melhor pro seu público alvo.
- Outra coisa que reclamam muito é sobre a repetição de vozes, por que isso acontece?? Falta de profissionais competentes?

R.: Acho até que hoje isso mudou, porque, em alguns casos, não há a preocupação em se manter fielmente a voz do dublador ao ator que ele sempre dubla. O que comanda isso é o mercado. O que pode acontecer é uma coincidência de as emissoras exibirem filmes com os mesmos dubladores e dar a impressão de que são sempre os mesmos. Hoje a renovação das vozes é bem maior do que já foi e temos muito dubladores novos muito bons.
- Como está o mercado da dublagem atualmente? Está fraco ou está crescendo juntamente com o aumento de canais a cabo mudado para dublado?
R.: Há muitos anos, quando as emissoras de tv a cabo começaram a passar filmes dublados, isso influenciou o mercado, aumentando as possibilidades de trabalho pra categoria, mas, hoje em dia, isso não influencia tanto. Há, como sempre houve, altos e baixos, temporadas de bastante trabalho e outras mais fracas.

- E só para reforçar, quais as principais dicas pra quem um dia pretende ou sonha em seguir essa profissão maravilhosa?
R.: Perseverança. Nunca desista se é isso mesmo que vc quer. Momentos difíceis existem em qualquer profissão, mas, se vc tiver talento e for persistente, vai conseguir.

Bom, galerinha, essa foi a nossa, entrevista com o Grande Dublador Márcio Simões. Ele iria responder por áudio, mas por conta de problemas técnicos, ele resolveu mandar por escrito, mas prometeu que assim que ele tiver resolvido os problemas, ele irá mandar o áudio para eu postar aqui!!!

Obrigado e até a próxima!!! o/

  As próximas entrevistas são: Angélica Santos, Priscila Conception, Mabel Cezar, Carla Pompilio, Fernanda Fernandes(Baronne), Marisa Leal, Raquel Marinho, Carmen Sheila, Philippe Maia, Marco Ribeiro, Marco Antônio Costa, Ricardo Juarez, Fábio Lucindo, Clécio Souto, Hermes Baroli, José Leonardo, Nelson Machado, Wellington Lima, Flávio Baack, Cláudio Galvan, Felipe Drummond (neto de Orlando Drummond), Marcelo Garcia, Luiz Laffey, Sílvio Navas, Carlinhos Silveira, Guilherme Briggs, Christiano Torreão, Ricardo Schnetzer, Duda Espinoza, Charles Emmanuel, Flávia Saddy e Mário Jorge!!!  Então aguardem!!! :D


6 comentários:

  1. Ótima entrevista adorei.
    Faz uma entrevista com o Bernardo Coutinho?
    dublador do Koda do irmão urso e de varios outros que nao lembro agora. sí poder é claro.

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  2. A entrevista foi boa, apesar que minhas perguntas não entraram, mas faltou se aprofundar mais, tipo perguntar porque as vezes o mesmo dublador dubla 4 ou 5 personagens no mesmo filme. Perguntar também se ele gosta da mistureba da dublagem do RJ com SP... e tals. No mais, foi muito bom! Abração.

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  3. Poxa, só soube da entrevista hoje. Amei todos os comentários e a forma como o Márcio Simões respondeu cada pergunta! Que humildade!Sou apaixonada pelo seriado o Mentalista e a interpretação dele é magnífica!!!
    Grande abraço e obrigada por esse presente!!!

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  4. Excelente entrevista! Importante tanto para fãs quanto para profissionais da dublagem. Bruno Valente

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  5. Parabéns ao Marcio!!! ele e outros mestres da dublagem dos antigos estúdios como BKS, Herbert Hichers, Álamo etc são verdadeiros marcos na vida de todos que tiveram a TV como babá.

    É algo que realmente que marcou minha vida e acredito que de várias outras pessoas também. É indescritível a emoção que sinto cada vez que relembro estas vozes e a alegria que elas nos trouxeram e ainda trazem até hoje !! PARABÉNS DUBLADORES!

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